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09/03/2026

A neve desce, derrete e a beleza se perde. Às águas caem e a calmaria ainda evoca solidão. Eu realmente quero parar! Não merece ver minhas lágrimas. Pagar por tudo é ignorar o que passou e ainda assim parece valer mais que laços. É precipitado, mas ainda prefiro cair a ouvir maldições. 

FOI DIFÍCIL?

Não éramos os melhores, mas não pensei que tudo chegaria ao fim de uma maneira tão abrupta. Se bem que não consigo esquecer, ao menos uma despedida e não aconteceu, uma palavra e nem isso houve, o quão difícil foi? Dizer que as rotinas ou os gostos são suficientes para ignorar simples gestos que fazem toda a diferença é como querer que um adulto seja enganado por uma criança. Mas ainda tento me convencer do contrário, que realmente houve razões, e ainda me senti injustiçado, magoado e sem pedido, talvez o erro fosse eu. Só que lembro do passado, de um momento em que estávamos mais próximos, deixei passar mesmo sentindo, tentando ignorar mas a razão fala mais alto e havia de fato algo que não condizia e nesses 8 anos não foi lembrado, quando fiz tanta questão e a reciprocidade não existia. Agora farão 9 anos e acho que nada mudará, tento entender, porém me encontro relutante, não quero dar o primeiro passo, quando sinto tanta falta, me perguntando se tudo realmente acabou? Se foi só eu ...

FRAGMENTO DE FUGA

Ela não contou isso a ninguém, mas naquele dia algo mudou. Foi um dia difícil, e talvez ela não quisesse relembrar as cenas que doíam tanto. A atmosfera estava estranha, perceptível até para quem parecia insensível. Ela disse muitas coisas no momento em que extravasou suas emoções e não soube lidar com o peso da interpretação de tudo aquilo que se fala. Agora, o corpo parecia ter desaprendido a viver como antes. Em troca, mergulhava — sem defesa — na ousadia dos próprios sentimentos. Às vezes, ela se pegava presa na condição do “e se?”. Não porque acreditasse que algo mudaria, mas porque precisava se provar através de justificativas, para que talvez sua consciência permanecesse clara. Naquele dia, ela libertou uma parte que aprendera a esconder por medo do julgamento. Também foi o medo que a moveu — mas não o medo comum. Era o medo da incompreensão. O medo de tudo acabar e ela se tornar apenas fundo de papel. Ninguém percebeu que, na verdade, ela esteve a poucos passos de pôr um fim na...

DIVISÃO

O meu medo me limita, não posso arriscar. Como pensar em sonhos dos quais nunca sonhei? Parei para refletir e vi o quanto irracional é esse egoísmo, eu olho para um e vejo algo que não passou por mim, olho para outro e percebo a coragem que sempre esteve à vista. Vocês disseram, eu apenas brinquei, mas hoje percebo que me levei, não ouso avançar. Os olhos marejaram e os pequenos se tornaram grandes, a muralha não tinha mais o que proteger, mas como podem pedir que faça algo diferente do que fez por tanto tempo. Todos escolhem seus próprios caminhos e eu só sinto essa divisão pesando em meu coração. Mesmo que no fundo eu soubesse que houvesse um pequeno receio, não imaginaria que a hesitação seria grande demais a ponto de comprometer toda ousadia que ostento. Estou com medo, e finalmente admito.