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08/10/2026

Você vive como quem desaparece, ou sou eu que me acostumei a não te ver. E toda vez que eu lembro, a desilusão se quebra. Pode ser que eu seja a única apegada a um estranho que não sei nem mesmo o nome. Contando as chances que poderíamos ter nos visto em um mês. Tantos dias se passaram, eu me esqueço e me apego sem expectativa nenhuma, tentando preservar seus traços. 

26/09/2026

Eu não posso apagar o que passou, nem as dores que ficou, mas posso escolher não me matar por uma sombra que restou. Somos tão nostálgicos que revisitamos as coisas que nos assombraram, mergulhando em uma prisão e cortando o caminho que ainda nem chegou. 

03/09/2026

Somos artistas vivendo da própria arte. Cada um com seu estilo e seus gostos, uns refinados e outros meio bruscos. O seu quadro, nem todos saberão apreciar e da mesma forma poucas obras chamarão sua atenção. Viver a vida é a arte que pintamos, apreciar é uma honra que nem todos podem tê-la. Um dia estamos acordados e no outro andando no piloto automático e a arte que tocamos aos poucos vai se indo.

14/04/2026

Uma zona de conforto quase que perfeita, tudo entregue de bandeja e mesmo assim foi indo aos poucos. Esse jogo de provar deixou mais evidente uma verdade ignorada, solto um suspiro de alívio e ainda não consigo esconder a frustração. As dúvidas retornam a todo instante e não supero que foi tudo assim. Não é mais o mesmo de antes, só preciso continuar seguindo, no entanto as lembranças correm em frente ao tribunal. Não sei se sinto injustiçada ou sorrio com a percepção, mas tudo bem que passado é passado e quase transformei em obrigação.  Dayren Hye

09/03/2026

A neve desce, derrete e a beleza se perde. Às águas caem e a calmaria ainda evoca solidão. Eu realmente quero parar! Não merece ver minhas lágrimas. Pagar por tudo é ignorar o que passou e ainda assim parece valer mais que laços. É precipitado, mas ainda prefiro cair a ouvir maldições. 

FOI DIFÍCIL?

Não éramos os melhores, mas não pensei que tudo chegaria ao fim de uma maneira tão abrupta. Se bem que não consigo esquecer, ao menos uma despedida e não aconteceu, uma palavra e nem isso houve, o quão difícil foi? Dizer que as rotinas ou os gostos são suficientes para ignorar simples gestos que fazem toda a diferença é como querer que um adulto seja enganado por uma criança. Mas ainda tento me convencer do contrário, que realmente houve razões, e ainda me senti injustiçado, magoado e sem pedido, talvez o erro fosse eu. Só que lembro do passado, de um momento em que estávamos mais próximos, deixei passar mesmo sentindo, tentando ignorar mas a razão fala mais alto e havia de fato algo que não condizia e nesses 8 anos não foi lembrado, quando fiz tanta questão e a reciprocidade não existia. Agora farão 9 anos e acho que nada mudará, tento entender, porém me encontro relutante, não quero dar o primeiro passo, quando sinto tanta falta, me perguntando se tudo realmente acabou? Se foi só eu ...

FRAGMENTO DE FUGA

Ela não contou isso a ninguém, mas naquele dia algo mudou. Foi um dia difícil, e talvez ela não quisesse relembrar as cenas que doíam tanto. A atmosfera estava estranha, perceptível até para quem parecia insensível. Ela disse muitas coisas no momento em que extravasou suas emoções e não soube lidar com o peso da interpretação de tudo aquilo que se fala. Agora, o corpo parecia ter desaprendido a viver como antes. Em troca, mergulhava — sem defesa — na ousadia dos próprios sentimentos. Às vezes, ela se pegava presa na condição do “e se?”. Não porque acreditasse que algo mudaria, mas porque precisava se provar através de justificativas, para que talvez sua consciência permanecesse clara. Naquele dia, ela libertou uma parte que aprendera a esconder por medo do julgamento. Também foi o medo que a moveu — mas não o medo comum. Era o medo da incompreensão. O medo de tudo acabar e ela se tornar apenas fundo de papel. Ninguém percebeu que, na verdade, ela esteve a poucos passos de pôr um fim na...